Se tu és uma criança dos anos ’90, é bem provável que tenhas crescido assistindo à versão animada da Disney para o conto de Tarzan lançada em 1999. Esta é uma das minhas animações favoritas e, provavelmente, um dos filmes que eu mais assisti na vida inteira. É praticamente inevitável não pensar no desenho quando vamos assistir a uma nova adaptação em live action. Porém, tentei desligar quaisquer expectativas, aceitar o filme – apesar da minha criança interior – e te conto como foi.

O longa é dirigido por David Yates, que tu provavelmente conheces por Harry Potter, já que ele dirigiu os quatro últimos filmes da franquia. Estamos falando de um cara que sabe fazer filmes de ação/aventura. A ação, inclusive, é um dos pontos altos do filme. As cenas de luta se destacam, são bem coreografadas/computadorizadas. Mesmo em 3D, não acontece aquela sensação de milhares de coisas acontecendo sem que tu consigas acompanhar – algo que eu sofro constantemente nesse tipo de filme. Se tu não tens problemas com o 3D e quer incrementar ainda mais a experiência, o XD é uma opção interessante. #dica

Apesar de ter visto pessoas reclamarem do visual do filme, eu gostei do trabalho feito. Eu sou uma pessoa dos efeitos práticos, mas o CGI conseguiu me convencer. Os animais são muito bem feitos: há uma cena, ainda que rápida, com os elefantes que é belíssima. As paisagens africanas também são muito bem construídas. Pontos para a fotografia, que é assinada por Henry Braham, responsável por filmes como Nanny McPhee (2005) e A Bússula de Ouro (2007).

Rupert Gregson-Williams traz uma ótima trilha sonora, com ritmos fortes africanos, que casa perfeitamente com toda a estética construída durante os 110 minutos de filme. Tava esperando o Phil Collins ou o Ed Motta, né? NOT TODAY.

O roteiro segue a linha de “clássicos da animação transformados em live action”, pois conta a história de Tarzan (Alexander Skarsgård) após ele ter ido morar na civilização (ou seja, depois da história que já conhecemos, em teoria). A narrativa tem início em 1890 e se divide em um rápido momento em Londres/Liverpool até que parte para o Congo, lar do nosso herói. Como já era de se esperar, a breve história de origem é contada através de flashbacks, que mostram como os pais do menino foram mortos e ele fora adotado pela gorila Kala.

Com um tom mais adulto, A Lenda de Tarzan apresenta a jornada de um herói que recusa suas “origens” selvagens, mas que acaba retornando em uma missão de livrar seu povo da escravidão. Há um background bem legal que poderia tornar o filme em um “conto de liberdade”, mas ele acaba caindo em clichês. Embora Skarsgård convença como uma versão limpinha de Tarzan, as atuações a sua volta deixam a desejar. Temos uma Jane (Margot Robbie) com um potencial incrível de girl power que acaba virando a donzela em perigo. Uma pena.

Aceitamos o fato de ser impossível não amar Samuel L. Jackson Christoph Waltz em qualquer papel que seja. Porém, somos apresentados ao vilanesco Leon Rom que traz memórias de outros papéis de Waltz como o “cara mal” (Água Para ElefantesGrandes Olhos). E, infelizmente, Jackson se torna George Washington Williams, um alívio cômico deveras exagerado e repetitivo.

LEGEND OF TARZAN

Duas menções importantes no quesito elenco: Osy Ikhile é uma surpresa positiva ao interpretar o carismático Kwete, um personagem que ganha o público muito fácil. E o já veterano Djimon Hounsou faz muito bem o papel de Chefe Mbonga, o nêmesis de Tarzan.

Pra concluir, este não é um filme péssimo. Tampouco é um filme memorável ou beira a clássica animação. É uma boa história de aventura, mas é efêmera e tornar-se-á esquecível. É mediano, 3/5 estrelas.

A Lenda de Tarzan estreia nas salas de cinema de todo Brasil nessa quinta-feira, 21 de julho. Assista ao trailer:

Classificação indicativa: maiores de 12 anos.

Peraí, achou que ia sair daqui sem que a gente falasse de comida? Muito pelo contrário! O filme se passa no Congo, país da África que tem sua culinária marcada por pratos com carne, peixe e vegetais, que são sempre acompanhados de um carboidrato pra dar a famosa sustança, como um arroz, cuzcuz ou o tradicional fufu. Pensando nisso tudo, a dica de hoje é um vídeo que não traz uma receita africana, mas é uma bela harmonização.

Saca só esse prato preparado pelo Zumbira Silva (Zumbira e os Palmares) com influências de Torres, Tailândia e Bahia: Temos peixe, temos arroz, temos uma fruta tropical – que não é tão típica do Congo, mas dá ali do ladinho, em Camarões – e ainda é o rei das frutas, temos o Rei Leopoldo no filme… Viagens à parte, será que a iguaria faria sucesso entre os congoleses?

Os guris tão participando da Batalha dos Cozinheiros. Não deixa de torcer lotando as redes com a hashtag #TeamAndreeAdelino!
Record: terça-feira / 22h30
Discovery Home & Health: sexta-feira / 21h40

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